Roots – Sepultura

Informações do Álbum

Título: Roots

Artista: Sepultura

Data de Lançamento Original: 21 de fevereiro de 1996

Gravadora: Unknown Label

Gêneros Musicais: Metal, Thrash Metal, Groove Metal, Metal Alternativo

Lista de Faixas:

  • 1. Roots Bloody Roots (3:33)
  • 2. Attitude (4:15)
  • 3. Cut-Throat (2:45)
  • 4. Ratamahatta (4:31)
  • 5. Breed Apart (4:01)
  • 6. Straighthate (5:22)
  • 7. Spit (2:46)
  • 8. Lookaway (5:26)
  • 9. Dusted (4:04)
  • 10. Born Stubborn (4:08)
  • 11. Jasco (1:58)
  • 12. Itsári (4:49)
  • 13. Ambush (4:39)
  • 14. Endangered Species (5:19)
  • 15. Dictatorshit (1:27)
  • 16. Canyon Jam (13:17)

Informações sobre a Gravação

O álbum “Roots” foi gravado no estúdio Cheddar Studios, localizado em Rio de Janeiro, Brasil. As gravações ocorreram em 1995, resultando em um trabalho que se tornaria um marco na carreira da banda. O álbum foi produzido por Ross Robinson, um renomado produtor conhecido por seu trabalho com bandas de metal e rock alternativo na época. Robinson trouxe uma abordagem única para o estúdio, enfatizando a energia bruta e a intensidade das performances ao vivo.

Um aspecto notável da gravação foi a incorporação de elementos percussivos e sonoridades indígenas, que foram fundamentais para a identidade do álbum. O uso de instrumentos como o berimbau e a inclusão de ritmos tribais ajudaram a criar uma atmosfera que reverberava com a cultura brasileira, algo que a banda buscou destacar em sua música.

Contexto da Banda

Sepultura, formada em 1984, consolidou-se como uma das bandas de metal mais influentes do Brasil e do mundo. Em meados da década de 1990, a banda já havia lançado álbuns aclamados como “Beneath the Remains” e “Chaos A.D.”, estabelecendo uma sólida base de fãs. Durante o período de produção de “Roots”, a formação da banda era composta por Max Cavalera (vocal e guitarra), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Iggor Cavalera (bateria).

Antes do lançamento de “Roots”, Max Cavalera deixou a banda devido a uma série de conflitos pessoais e profissionais, o que levou a mudanças significativas na dinâmica do grupo. A saída de Max em 1996, pouco após o lançamento do álbum, impactou profundamente a trajetória da banda e resultou em uma nova fase criativa. “Roots” foi, portanto, um divisor de águas, capturando a essência da banda em um momento de turbulência e evolução.

Comentários sobre as Faixas

“Roots” é frequentemente considerado um dos melhores álbuns de metal da década de 1990, e isso se deve à sua combinação única de estilos e influências. A faixa de abertura, “Roots Bloody Roots”, se tornou um hino do metal, com sua introdução marcante e riffs pesados que refletem a essência da banda. A música é um poderoso manifesto sobre identidade e raízes culturais.

Outra faixa notável é “Ratamahatta”, que incorpora elementos de música tribal brasileira e apresenta vocais em português, destacando a influência cultural que permeia o álbum. A colaboração com o vocalista do grupo de rock brasileiro Chico Science na faixa “Lookaway” também é digna de nota, apresentando um intercâmbio musical que exemplifica a fusão de estilos presente em “Roots”.

Faixas como “Attitude” e “Straighthate” mantêm a agressividade característica do metal, enquanto outras, como “Canyon Jam”, oferecem uma experiência sonora mais experimental e atmosférica, mostrando a versatilidade da banda. O álbum foi bem recebido pela crítica e é frequentemente citado como um dos melhores trabalhos de Sepultura, influenciando inúmeras bandas e artistas nas décadas seguintes.

O legado de “Roots” se estende muito além de seu lançamento, marcando a transição da banda para uma nova era e solidificando sua posição como ícones do metal mundial.

Capa do Álbum

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