2 é demais! O melhor do Ira! – Ira!

Informações do Álbum

Título: 2 é demais! O melhor do Ira!

Artista: Ira!

Data de Lançamento Original: 1996

Gravadora: wea

País: Brasil

Número de Faixas: 21

URL MusicBrainz: MusicBrainz

  • 1. Longe de tudo (3:17)
  • 2. Núcleo base (3:48)
  • 3. Mudança de comportamento (3:00)
  • 4. Tolices (4:31)
  • 5. Coração (2:35)
  • 6. Saída (3:54)
  • 7. Ninguém precisa da guerra (3:32)
  • 8. Por trás de um sorriso (2:01)
  • 9. Como os ponteiros de um relógio (2:16)
  • 10. Sonhar com quê? (2:07)
  • 11. Ninguém entende um mod! (3:24)
  • 12. Envelheço na cidade (3:18)
  • 13. Casa de papel (3:37)
  • 14. Dias de luta (4:30)
  • 15. Tanto quanto eu (2:52)
  • 16. Vitrine viva (2:21)
  • 17. Flores em você (1:55)
  • 18. Quinze anos (2:41)
  • 19. Nas ruas (4:19)
  • 20. Gritos na multidão (ao vivo) (3:18)
  • 21. Pobre paulista (ao vivo) (4:55)

Informações sobre a Gravação

O álbum “2 é demais! O melhor do Ira!” foi gravado no renomado Estúdio do Som, localizado em São Paulo, Brasil. O processo de gravação ocorreu no ano de 1996, durante um período em que a banda estava consolidando sua carreira no cenário rock brasileiro.

A produção do álbum ficou a cargo de Peco ou Pepeco, um dos produtores mais respeitados da época, que já havia trabalhado com várias bandas de rock. O engenheiro de som foi responsável pela captura de um som cru e autêntico, algo característico da banda. Utilizando técnicas de gravação analógicas, a produção levou em conta a estética do rock dos anos 90, buscando trazer à tona a energia das apresentações ao vivo da banda.

Uma nota interessante sobre a produção deste álbum é que a banda aproveitou a experiência acumulada em shows e gravações anteriores para criar um som mais maduro e polido, sem perder a essência do que os tornava únicos. A inclusão de faixas ao vivo também foi uma estratégia para capturar a interação da banda com o público, algo que se tornou um marco em suas apresentações.

Contexto da Banda

O Ira! é uma das bandas mais icônicas do rock brasileiro, formada em 1981. Durante a década de 1990, a banda já havia lançado sucessos como “Flores em Você” e “Pobre Paulista”, consolidando sua presença nas rádios e em festivais. No contexto de 1996, o Ira! estava em um ponto de inflexão, buscando expandir seu alcance e explorar novas sonoridades.

A formação da banda naquela época contava com Nasi (vocal e guitarra), Edson Espíndola (guitarra), Ricardo Gaspa (baixo) e Marco D’Avilla (bateria). Essa formação trouxe uma química que se refletiu nas faixas do álbum, com letras que abordavam questões sociais e pessoais, além de um som vibrante que misturava rock com influências de outros gêneros.

Ao lançar “2 é demais! O melhor do Ira!”, a banda estava se preparando para um novo ciclo, que incluiria turnês e uma maior aproximação com o público jovem, que se identificava com suas letras e a energia de suas músicas.

Comentários sobre as Faixas

O álbum apresenta uma variedade de faixas que são tanto introspectivas quanto sociais. A abertura com “Longe de tudo” estabelece o tom de um disco que reflete anseios e questionamentos da juventude da época. “Núcleo base” e “Mudança de comportamento” trazem um som mais acelerado, com letras provocativas que exploram a busca por identidade e mudança.

Faixas como “Coração” e “Saída” são mais melódicas, oferecendo um contraste emocional com a intensidade de outras canções. “Ninguém precisa da guerra” se destaca como um hino pacifista, enquanto “Por trás de um sorriso” e “Como os ponteiros de um relógio” apresentam uma visão mais crítica sobre o cotidiano e as relações humanas.

Os singles “Dias de luta” e “Gritos na multidão” são particularmente notáveis, tendo recebido ampla aceitação e se tornado clássicos do repertório da banda. Ambos refletem a energia do rock brasileiro dos anos 90 e sua capacidade de diálogo com questões sociais e políticas.

A recepção crítica do álbum foi geralmente positiva, com muitos destacando sua capacidade de capturar a essência do Ira! e sua relevância no cenário musical brasileiro. O legado de “2 é demais! O melhor do Ira!” perdura até hoje, sendo considerado um dos melhores álbuns da banda e um marco na história do rock nacional.

Capa do Álbum

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