Informações do Álbum
Título: 2 é demais!
Artista: Barão Vermelho
Data de Lançamento Original: 1996
Gravadora: wea
Gêneros: Rock, Pop Rock, Hard Rock
Número de Faixas: 22
- 1. Lente (3:18)
- 2. Pense e dance (3:59)
- 3. Não me acabo (3:07)
- 4. O que você faz à noite? (3:39)
- 5. Nunca existiu pecado (5:16)
- 6. Como um furacão (3:18)
- 7. Quem me escuta (2:45)
- 8. Selvagem (3:44)
- 9. Carnaval (4:07)
- 10. Rock da descerebração (2:57)
- 11. Fúria e folia (2:53)
- 12. Odeio‐te, meu amor (3:00)
- 13. Pedra, flor e espinho (4:18)
- 14. Flores do mal (3:08)
- 15. Azul, azulão (2:50)
- 16. Fogo de palha (2:23)
- 17. Fios elétricos (2:54)
- 18. Supermercados da vida (2:33)
- 19. Sombras no escuro (2:17)
- 20. Cidade fria (3:53)
- 21. A noite não acabou (3:11)
- 22. Comendo vidro (3:32)
Informações sobre a Gravação
O álbum “2 é demais!” foi gravado no renomado Estúdio D, localizado no Rio de Janeiro, Brasil. As gravações ocorreram ao longo de 1995 e 1996, período em que a banda buscava novas sonoridades e uma melhor produção para suas músicas. A produção do álbum ficou a cargo de Mayrton Bahia, um nome respeitado na indústria musical brasileira, que já havia trabalhado com a banda em projetos anteriores. O engenheiro de som foi o talentoso Edson Espíndola, que trouxe um toque inovador às faixas.
Notavelmente, a gravação utilizou técnicas analógicas, que conferiram ao som um caráter mais autêntico e orgânico. Além disso, os membros da banda trouxeram influências de outros gêneros, como o funk e a música popular brasileira, resultando em um trabalho diversificado e com apelo comercial. Durante o processo de gravação, a banda passou por momentos desafiadores, mas conseguiu capturar a essência de suas performances ao vivo, o que se reflete na energia das faixas.
Contexto da Banda
Barão Vermelho, uma das bandas mais icônicas do rock brasileiro, estava em um momento de transição quando lançou “2 é demais!”. Formada em 1981, a banda era composta por Frejat (vocal e guitarra), Déo (baixo), Rodrigo Suricato (guitarra), e a adição de novos membros trouxe uma nova dinâmica ao grupo. Antes do lançamento deste álbum, a banda havia enfrentado a saída de seu vocalista original, Cazuza, e a entrada de Frejat como líder vocal. Isso resultou em uma nova fase criativa, onde a identidade da banda começou a se moldar em torno de uma sonoridade mais diversificada e acessível.
Durante o período de gravação do álbum, Barão Vermelho estava lidando com a pressão de atender às expectativas dos fãs e críticos, após o sucesso de seus álbuns anteriores. O lançamento de “2 é demais!” foi uma tentativa de reafirmar sua presença no cenário musical e explorar novas direções artísticas. A banda também estava envolvida em uma série de turnês pelo Brasil, o que ajudou a solidificar sua base de fãs e a criar um laço mais forte com o público.
Comentários sobre as Faixas
Músicas como “Nunca existiu pecado” e “Como um furacão” mostram a capacidade da banda de mesclar letras profundas com melodias cativantes. “Carnaval” e “Rock da descerebração” são exemplos de como a banda incorpora elementos festivos e sociais em sua música, refletindo a cultura brasileira. “Flores do mal” e “Cidade fria” apresentam uma visão crítica e poética sobre a realidade urbana, temas recorrentes nas letras de Barão Vermelho.
O álbum recebeu uma recepção positiva tanto do público quanto da crítica, destacando a habilidade da banda em se reinventar e se adaptar a novos tempos. Faixas como “Odeio-te, meu amor” e “A noite não acabou” tornaram-se clássicos, solidificando ainda mais a reputação do Barão Vermelho como uma das principais bandas do rock brasileiro. O legado de “2 é demais!” permanece relevante, sendo frequentemente relembrado e revisitado por novos fãs e críticos, que reconhecem a importância da obra na história da música brasileira.
